Sistema de transporte no Rio anda para trás

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Seis horas da manhã de quinta-feira. Funcionários da viação Paranapuan fazem paralisação na porta da garagem da empresa, na Ilha do Governador. O protesto, para reivindicar salários e benefícios atrasados, afeta a circulação de 14 linhas de ônibus. Logo, vans passam a circular pela região, ocupando o vácuo deixado pelo transporte regular. Na mesma manhã, a quase 60km dali, na estação do BRT de Paciência, na Zona Oeste, dezenas de pessoas embarcam sem passar pelas catracas, pulando pela pista do corredor. Na plataforma, uma banca de camelô é o símbolo máximo da falta de fiscalização. As cenas formam um retrato de um sistema que trafega rumo ao colapso. Se o ano de 2016, marcado pelos Jogos Olímpicos, parecia ter trazido ao Rio um transporte eficiente e integrado, o ano seguinte foi de desmonte aos olhos de especialistas.