Diogo Nogueira lança disco autoral em que volta a pisar firme no terreiro do samba

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Diogo Nogueira está de pé no chão – e a expressão nesse caso pode ter vários significados. O primeiro é que ele está voltando a pisar no terreiro do samba, que tinha ficado um pouco de lado em seus álbuns românticos. Além disso, faz referência à canção-título, “Munduê”, que trata de uma força que ensina a caminhar. E, não é demais lembrar, remete ao clássico disco de Beth Carvalho, “De pé no chão” (1978), que apresentou ao mundo o trio banjo-repique de mão-tantã (e deu origem ao grupo Fundo de Quintal), uma sonoridade que Diogo diz perseguir nesse novo projeto. Pronto, está tudo explicado: é com os dois pés no solo sagrado dos bambas que Diogo Nogueira quer fincar sua bandeira. Para ilustrar esse espírito, as fotos de divulgação do disco foram feitas no quilombo mais antigo do estado do Rio, São José da Serra. A ideia do cantor era se aproximar dessa ancestralidade.